Eu acho possível, observando o cotidiano, desconfiar de quem seria quem se vivêssemos em um regime totalitarista. Tipo, se entrássemos numas de implementar um regime nazista quem seria nazista e quem seria da resistência. Claro que teríamos surpresas, inclusive conosco, mas algumas pessoas não seriam surpresa nenhuma. Eu sei quem, das centenas de pessoas que conheço, se converteria rapidamente ao Fuhrer. Tem um par aí que rapidamente entraria no jogo. E sei quem nunca entraria. Alguns poucos que conheço não se renderiam de jeito nenhum. A maioria seria "o povo". Aquela massa calada que não diz nem sim nem não, muito pelo contrário. E espera para ver para onde o vento sopra mais forte. A maioria não se posiciona em nada. Não fala, não escreve, não comenta, não curte, não odeia nem ama. Só observa. E espera. Em tempos de amarelo a maioria é amarela, em tempos de vermelho também. Se a regra é matar, mata. Se a regra é preservar, preserva. A maioria não se arrisca a ter uma opinião, a não ser a de que tem que seguir e defender o estabelecido. Nem todo mundo nasceu para liderar. A maioria nasceu para seguir. E seguirá sempre o líder, quer seja um homem quer seja uma idéia estabelecida. Por isso me encanto com os levantes. Aqueles poucos momentos da história onde a maioria discorda do estabelecido e derruba regimes, presidentes, lideres religiosos. São momentos tão raros quanto essa flor que nasce e morre na mesma noite. Mas que vale a pena ficar acordado para ver sua beleza fugaz. Porque na maioria dos dias somos apenas um bando de gente, uma manada, seguindo regras, como tem que ser. Só que muitas vezes essas regras são completamente idiotas.
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
Vida Moderna
Eu acho possível, observando o cotidiano, desconfiar de quem seria quem se vivêssemos em um regime totalitarista. Tipo, se entrássemos numas de implementar um regime nazista quem seria nazista e quem seria da resistência. Claro que teríamos surpresas, inclusive conosco, mas algumas pessoas não seriam surpresa nenhuma. Eu sei quem, das centenas de pessoas que conheço, se converteria rapidamente ao Fuhrer. Tem um par aí que rapidamente entraria no jogo. E sei quem nunca entraria. Alguns poucos que conheço não se renderiam de jeito nenhum. A maioria seria "o povo". Aquela massa calada que não diz nem sim nem não, muito pelo contrário. E espera para ver para onde o vento sopra mais forte. A maioria não se posiciona em nada. Não fala, não escreve, não comenta, não curte, não odeia nem ama. Só observa. E espera. Em tempos de amarelo a maioria é amarela, em tempos de vermelho também. Se a regra é matar, mata. Se a regra é preservar, preserva. A maioria não se arrisca a ter uma opinião, a não ser a de que tem que seguir e defender o estabelecido. Nem todo mundo nasceu para liderar. A maioria nasceu para seguir. E seguirá sempre o líder, quer seja um homem quer seja uma idéia estabelecida. Por isso me encanto com os levantes. Aqueles poucos momentos da história onde a maioria discorda do estabelecido e derruba regimes, presidentes, lideres religiosos. São momentos tão raros quanto essa flor que nasce e morre na mesma noite. Mas que vale a pena ficar acordado para ver sua beleza fugaz. Porque na maioria dos dias somos apenas um bando de gente, uma manada, seguindo regras, como tem que ser. Só que muitas vezes essas regras são completamente idiotas.
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4 comentários:
Por sorte, " Aqueles poucos momentos da história onde a maioria discorda do estabelecido e derruba regimes, presidentes, lideres religiosos", apesar de poucos, são inevitaveis ;-)
Todas as nossas constituições foram trocadas sempre quando o país passava de um regime democrático para uma ditadura ou vice-versa. Já reparou?
Inclusive, você tem que contar a proclamação da república como o 1º golpe militar do Brasil (CF proclamada em 1891).
A seguinte, de 1934, era libertária (a "polaca"). Depois em 37 veio outra, justificando a ditadura do Estado Novo, 46 pós-guerra.... Etc e por aí vai
Atualmente estamos numa democrática de novo. Significa que a próxima vai ser braba...
Nossa, que profundo. Quase me afoguei.
Pena é o quase...
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