domingo, 19 de fevereiro de 2012
Filme Interessante
Fui ver J. Edgard e sai pensando na mãe dele. Em que momento ela ficou sabendo que o filho era gay? Em que momento uma mãe percebe isso, me perguntei. Deve ser muito no começo da adolescência ou mesmo antes disso, na infância. E por que quantidade de torturas ela deve passar. E se culpar. E tentar consertar. Até a aceitação total deve trilhar um caminho muito difícil e solitário. Hoje em dia menos mas antigamente cara, essas mulheres devem ter comido o pão que o diabo amassou na crença de que fosse algo que deveria de ser consertado a ferro e fogo. Na incapacidade de "consertar" o filho algumas acabavam optando por fingir que nada acontecia e que não estavam vendo nada. Se fingiam de sonsas. Dureza sem fim. Sofria o filho e sofria a mãe, calados, sem tocar no assunto. Acho que até hoje em dia ainda é assim em alguns casos. Uma mãe conhece seu menino profundamente. Não tem como não conhecê-lo. Todo dia cuidando daquela criança é possível perceber muita coisa. Quase tudo. Agora aceitar são outros quinhentos. Daí a enveredar pelo caminho da repressão são dois palitos. E o menino por sua vez reconhece o medo da mãe. E ama a mãe. E tem nela seu maior exemplo. E vai fazer de tudo para não entristecê-la. Que dura relação de amor mútuo profundo porém incapaz. Cada um dos dois fazendo o máximo que pode sem que o máximo seja suficiente. Clint Eastwood fez seu próprio Brokeback Mountain. Conseguiu contar essa história difícil de maneira muito real e humana. E Leonardo di Caprio está muito bem. E o ator que faz o papel do assistente/amante é lindo demais, demais, demais. É aquele moço que fez os gêmeos no filme da Rede Social. Que homem estonteantemente lindo ele é. O filme é meio arrastado mas emociona bastante. O único problema é que agora estou convencida de que J Edgar mandou matar os dois Kennedys e Martin Luther King somente para demonstrar a necessidade de seu bureau, brrrrrrrrr.
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6 comentários:
O assistente é o ator Armie Hammer: http://www.imdb.com/name/nm2309517/
Gostei bem mais de "J. Edgar" do que eu esperava, porque Clint Eastwood não faz muito meu gênero.
O filme provavelmente inventa muita coisa (não dá para saber o que o personagem conversou com a mnae ou com o suposto amante entre quatro paredes), ma si non è vero è bene trovato.
Esse tal de Armie eh um atentado ao pudor...
Sim sofrem todos: mães, filhos... é uma drama sem fim. Cheguei a ter insônia do tanto que pensava no sofrimento que causaria a mom and dad, só faltava me autoflagelar (mas tb não adiantaria coisa alguma). Acho mesmo que na época em que se tinha como certo o homossexualismo (doença, sem-vergonhice) ao invés de homossexualidade (orientação sexual) a coisa devia ser tenebrosa. Di Caprio merece o Oscar e tb acho que assim como Clooney ele é uma closet-queen (biba de armário), prontofalei.
Nossa, também acho isso! Os dois são dessa categoria do tão enrustido que nenhuma mulher serve, nem Gisele Bündchen!
Revoltante esse Arnie Hammer, hein? Isso nao é uma carga genética, é ganhar na Mega Sena acumulada sozinho. O cara parece ter saido de Gataaca!
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