Tenho um amigo que outro dia postou todas as músicas que ele quer que toque em seu funeral. Uma lista imensa. Pelo jeito a gente vai ter que ficar horas no funeral dele. Pedi para que diminuisse a lista urgentemente. Funeral é chato demais, o morto, por pior que seja, vira santo e da nossa boca só sai chavão, ficamos obvios, quase burros. E na lista dos funerais mais insuportáveis do mundo eu colocaria esse da Whitney. Difícil ser superado pela falta de verdade intrínseca. O endeusamento é muito sem razão e aí fica patético. Primeiro, ela não era uma cantora espetacular. A voz podia ser linda mas o repertório era uma bobajada sem fim. Segundo, quem fez o discurso foi Kevin Costner. De longe o ator mais chato do universo. A frase: "Há uma mulher no céu fazendo o próprio Deus querer saber como pôde criar alguém tão perfeito" não faz nenhum sentido. Nem mesmo em um funeral. Como é babaca esse Kevin Costner (parece que ele falou também algo do tipo "queria ser seu guarda-costas para evitar o que aconteceu"). E o terceiro ponto, a música. Tudo, obviamente, terminou com I Will Always Love You. Que falar dessa música. Pertence ao mesmo panteão daquela outra do Titanic, My Heart Will Go On. São músicas que fazem a gente desejar ter uma espingarda. E atirar na cantora bem na hora do ápice. "Near, far, wherever you are...." (bum!). "And IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII...." (bum!). Uma pena Whitney ter morrido, ela tinha exatamente a minha idade e uma filha da idade do meu filho. Muitas coisas ainda iriam acontecer em sua vida assim como espero que aconteça na minha. Quarenta e oito anos hoje em dia é pouco mais da metade da expectativa de vida. Nessa idade ainda temos filhos que precisam da gente, dos nossos conselhos, da nossa experiência e jovialidade. Ainda temos trabalho a fazer, coisas novas para criar, amores para viver. Destinos ainda desconhecidos, netos que ainda não nasceram. A morte precoce dela é uma pena. Como seria de qualquer mulher na sua idade. Mas o funeral pecou pelo exagero, menos seria mais apropriado.
domingo, 19 de fevereiro de 2012
Exagero Gospel
Tenho um amigo que outro dia postou todas as músicas que ele quer que toque em seu funeral. Uma lista imensa. Pelo jeito a gente vai ter que ficar horas no funeral dele. Pedi para que diminuisse a lista urgentemente. Funeral é chato demais, o morto, por pior que seja, vira santo e da nossa boca só sai chavão, ficamos obvios, quase burros. E na lista dos funerais mais insuportáveis do mundo eu colocaria esse da Whitney. Difícil ser superado pela falta de verdade intrínseca. O endeusamento é muito sem razão e aí fica patético. Primeiro, ela não era uma cantora espetacular. A voz podia ser linda mas o repertório era uma bobajada sem fim. Segundo, quem fez o discurso foi Kevin Costner. De longe o ator mais chato do universo. A frase: "Há uma mulher no céu fazendo o próprio Deus querer saber como pôde criar alguém tão perfeito" não faz nenhum sentido. Nem mesmo em um funeral. Como é babaca esse Kevin Costner (parece que ele falou também algo do tipo "queria ser seu guarda-costas para evitar o que aconteceu"). E o terceiro ponto, a música. Tudo, obviamente, terminou com I Will Always Love You. Que falar dessa música. Pertence ao mesmo panteão daquela outra do Titanic, My Heart Will Go On. São músicas que fazem a gente desejar ter uma espingarda. E atirar na cantora bem na hora do ápice. "Near, far, wherever you are...." (bum!). "And IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII...." (bum!). Uma pena Whitney ter morrido, ela tinha exatamente a minha idade e uma filha da idade do meu filho. Muitas coisas ainda iriam acontecer em sua vida assim como espero que aconteça na minha. Quarenta e oito anos hoje em dia é pouco mais da metade da expectativa de vida. Nessa idade ainda temos filhos que precisam da gente, dos nossos conselhos, da nossa experiência e jovialidade. Ainda temos trabalho a fazer, coisas novas para criar, amores para viver. Destinos ainda desconhecidos, netos que ainda não nasceram. A morte precoce dela é uma pena. Como seria de qualquer mulher na sua idade. Mas o funeral pecou pelo exagero, menos seria mais apropriado.
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1 comentários:
Fui criança/pré-adolescente nos 80 e jovem/pré-adulto nos 90 e lembro que não gostar de Whitney naquele tempo era um pecado mortal, já nos 90 era a chata da Celine Dion (eu odiava!) mas fosse eu falar que não gostava dela e que achava aquele jeito dela muito dramático ao cubo, diriam que eu era louco. Nossa lembro que uma vez pediram que eu me calasse para ouvi-la cantar num desses programas de clipes da tv, huahahahah... Tudo passa, tudo passará... huahahah, mas sabe acho que Whitney cantava com o coração antes das drogas invadirem a vidinha dela. Bem no comecinho ela fazia duetos bem legais com Jermaine Jackson (irmão de Michael), não era bregão, era pop romantico da melhor qualidade.
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