sábado, 4 de fevereiro de 2012

Empatia Zero

Paciência zero para esse filme A Pele Que Habito.
Zero saco para esse delírio, ou melhor dizendo metáfora. Almodóvar já ultrapassou meu limite, não entendo mais (ou entendo mas o que entendo não me interessa). Daqui pra frente ele vai indo e eu fico aqui pra trás mesmo. Quando uma coisa não fala conosco temos mil razões para não gostar mas o que aconteceu mesmo é que não rolou a famosa empatia, aquela coisa que vem de dentro, sabe? O tema não é universal, pode ter certeza. No meu caso estou no corpo certo, nada está trocado, estou na boa e esse delírio, ou melhor dizendo metáfora, me dá no saco.

A única coisa que para mim rende alguma discussão é: por que espanhol acha que falar dando ênfase em algumas sílabas das palavras é imitar sotaque português? Meus amigos argentinos também fazem isso quando tentam falar português... coisa esquisita... "Tô fazêêêndo" "Tô esperââândo" "Eu tô falââândo". Eles imitam paulistano falando e se acham falando português, rs. E as vezes misturam Rio com São Paulo e falam "Tô exxxperââândo".

Esse filme de Almodóvar é como aquela propaganda argentina que diz: si no es para vos, no es para vos.  Não é pra mim.

3 comentários:

Diego Rebouças disse...

Ih, eu concordo com você. Achei que o filme meio prolixo, sabe?

AliKerouak disse...

Esse filme é péssimo, foi um fiasco lá na Espanha, e para os brasileiros sobrou a estranheza de vermos esses atores espanhóis "achando" que falam português, com um sotaque ridículo. Depois que eu vi que o nome da esposa morta do Banderas era "Gal", eu me desconectei.

marta matui disse...

Sim, é um Almodovar puxando o saco da Betânia, apaixonado pelo Caetano, sei lá, algo muito idiota...