Estou passada com o trabalho da italiana Anna Utopia Giordano. Ela emagreceu as vênus do Renascimento com Photoshop. O resultado é tremendamente revelador para mim. Eu sempre ouvia alguns amigos homens falarem de quanto apreciam as curvas das mulheres e como a magreza era brochante. Eu achava um disparate. Mulher linda é mulher magra, dizia eu. Mas hoje, ao ver essas fotos, caiu uma aspirina gigante na minha cabeça "póim!". Não, não é mais sexy. A magreza não é sexy. É uma convenção, uma regra moderna, uma coisa que nos fizeram acreditar. A magreza é uma coisa boa para a fotografia e os fotógrafos. Facilita a vida desses caras e das publicações, das revistas de moda. Mas a realidade é que a magreza torna a mulher muito mais infantil, menos mulher, menos adulta, menos madura. Estou passada. Hoje com certeza exibirei minhas curvas com muito menos questionamentos...


5 comentários:
A magreza da mulher moderna foi inventada pela moda a partir dos anos 50. Corpos magros são cabides melhores para roupas, mostram melhor os detalhes do vestido e o trabalho do estilista. Também são um signo de juventude, sempre algo de apelo forte para o macho.
Mas não há cultura na Terra que não valorize as cheinhas, com exceção da Ocidental de hoje. Mulher farta, curvilínea, com peitão, bundão, coxão, quadrilzão, é o auge do tesão da Mauritânia à Samoa. Magreza é sinal de doença e pobreza. Gordura é status, é riqueza, é luxo, é luxúria.
Sim, outro dia soube que o conceito de gordura é muito diferente para a classe C, por exemplo. Meninas rechonchudas da classe C se acham gostosas e usam roupas coladas no corpo. Meninas rechonchudas das classe A e B se sentem gordas e para esconder usam roupas folgadas.
Achei tão vazio o trabalho dela, pra que? por que? que perda de tempo!
Maldita Twiggy!
Porque não te emocionou. A mim o trabalho dela veio cheio de insights!
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