segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Amor Antigo

Estou vendo o desfile da Imperatriz Leopoldinense e lembrando: chorei muito ao ler Capitães da Areia, muito. Me debulhei em uma tristeza sem fim, uma desilusão total. Eu tinha uns 16 anos, a mesma idade dos protagonistas e claro, me identifiquei completamente. Não sei se me tocaria tão fundo hoje em dia mas ficou na memória como um dos livros mais lindos que eu já li. Tem livros que quando acabam a gente fica meio órfão, meio viúvo. E com pena de já ter lido porque aquela emoção nunca mais será sentida de novo, não daquela maneira exata. Virão outros livros mas aí é outra história. O que se viveu através daquele livro acaba com ele. E quando acaba vem o luto. Faz muito tempo que não sinto isso por uma ficção. Gostar de um livro é como se apaixonar, muito bom.

3 comentários:

Margot disse...

Sempre leio seu blog e gosto muito, mas seu post de hoje também reacendeu em mim a nostalgia,a alegria, as lágrimas e a dor da adolescência ao ler uma linda estória de amor. Capitães da Areia é um dos livros de Jorge que eu mais gosto e também chorei horrores quando o li. Depois dele vieram dezenas de outros e outros sentimentos também vieram no "vácuo" dos livros. Confesso que choro até hoje ao ler ou ver uma estória bonita, feliz ou não. Ab.

marta matui disse...

Que bom Margot! Sinto falta de mulheres comentando aqui no blog, obrigada!

Papai Urso do Interior disse...

Livros podem fazer chorar ou rir... Nunca esqueço d'O Cortiço de Aluísio Azevedo, cada vez que releio descubro mais coisas que deixei passar batido e rio ainda mais.