Eu sempre presto muita atenção nas histórias verídicas porque elas com certeza tem algum ensinamento. Essa semana me lembrei de duas. A primeira foi com meu amigo Márcio. Ele tinha que levar um colchão pro sítio dele e não queria pagar carreto então fez o seguinte, muito cedo de madrugada ele amarrou o colchão de casal em sua perua com aqueles elásticos com ganchos de metal nas pontas. Comprou um monte e enrolou o colchão todo no teto do carro. Saiu as 5 da manhã para não ser visto. O carro com colchão amarrado em cima era uma cena um pouco vexatória para ele, não queria ser visto e depois levar gozação. Saiu as 5 da manhã e engatou a Marginal Pinheiros. Quando pegou alguma velocidade, já na altura da Bandeirantes o vento levantou a ponta do colchão. Com a força todos os elásticos arrebentaram e o colchão saiu voando pela marginal. Como não tinha ninguém ele voltou de ré, pegou o colchão caído no chão e aos socos e pontapés enfiou o colchão no porta malas de seu carro. A raiva era tanta que ele conseguiu. O colchão virou uma coisa espremida que tomava conta de todo o interior do carro, mas entrou. Na segunda-feira, quando ele entrou no prédio onde trabalhávamos, uma das meninas da mídia veio correndo e gritando: "Márcio! Que aconteceu, te vi sábado as 5 da manhã socando um colchão na marginal!?!". Ele não pode crer. Ela estava indo pra praia e decidiu sair de madruga. E viu tudo. Uma menina que trabalhava no nosso mesmo andar. Ou seja, o mundo é pequeno e tudo o que a gente faz é descoberto por alguém logo é melhor não ter ilusões nesse sentido.
A outra história que lembrei foi com minha tia Ema. Meu primo batia toda hora no vizinho. Eles eram pequenos, meninos que brincavam na rua e viviam tretando. Um dia a mãe desse vizinho veio pedir satisfações com minha tia. Só que minha tia tinha arrancado um dente e estava acamada. A vizinha tocou a porta e minha tia se levantou para atender. Ao chegar na porta, ao abrir o portão, a vizinha deu um tapa na cara da minha tia, bem do lado do dente. Tomou satisfação mesmo. Bateu na minha tia assim como meu primo batia no filho dela. Resultado: 30 anos de inimizade total entre as duas. Moravam uma ao lado da outra mas nunca mais se falaram. Meu primo? Quando virou adulto foi padrinho de casamento desse vizinho, amizade mesmo de infância. Ou seja, em briga de criança a gente não deve se meter, eles que se entendam. A gente pode até falar "reaja", "se imponha", "não deixe te tratarem mal" mas ir lá tomar satisfação é a pior bobagem.

5 comentários:
E acabou-se o colhão.
Poxa.
:(
FUNDOS MORAIS... NA HISTÓRIA DE HOJE APRENDEMOS QUE...
Sobre o colchão: Sempre alguem vai melar todo o plano, portanto durma até mais tarde e jamais pense que acordar com as galinhas vai surtir efeito, quem cedo madruga passa o dia bocejando. Sobre as vizinhas: eu c/ dente arrancado e de cara socada (assim do nada, dã?! cadê hospício p/ gente doida?) tinha transformado a cara da outra num suflê! Mais vale bater com força "durante" do que o resultado final "depois", ainda que se passem 30 anos sem direito a flashback.
Hahahahahahahahaha! Ainda bem que tenho vc para me divertir nesse blog... ai, ai.
Ri horrores da história do colchão! Muito azar!
PENSO NA MINHA REALIDADE COMO GAY E ATOR E COMO VARIOS GALAS TEM ABRIR MAO DE SUA VIDA EM PROL DA FAMA, POIS COMO VC DISSE UMA HORA AS COISAS VEM A TONA.
A HISTORIA DO DENTE SE FOSSE COM MINHA MULHER OU NAMORADO EU QUEBRAVA A CARA DA VIZINHA, NAO QUERO NEM SABER, NEM QUE PARASSE NA POLICIA, BATA EM MIM, MAS NAO EM QUEM EU AMO.
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