Eu achei que a história da mulher que tem dois homens ia me interessar muitíssimo. A solução Dona Flor E Seus Dois Maridos sempre me pareceu a ideal. Cada homem tem suas virtudes e seus defeitos, ter dois seria poder aproveitar melhor as virtudes de cada um e sair fora quando estão com ataque de defeitos. Ainda acho isso, aliás, não mudei de idéia. O homem ideal para ir ao cinema pode não ser o ideal para ir para a cama. E vice versa. Mas o filme Triângulo Amoroso me deu um tédio mortal. Admito que não me encaixo bem com a coisa alemã. Já fui criticada aqui mais de uma vez por falar mal de alemão. Admito, não morro de amores pela estética alemã, acho alemão um povo sem nenhum senso de humor e acho um saco esses filmes de casal alemão indo a exposições de arte alemã, ou a teatro alemão, ou tendo discussões filosóficas alemãs. Quando fiz o curso de Robert McKee ri alto quando ele disse que o cinema alemão não tem senso de humor porque eles mataram todos os que tinham humor, ou seja, os judeus. Por isso mesmo me identifiquei tanto com o personagem do amante (dela e dele). É um tipo de alemão do interior, um cara mais leve. Além de traçar qualquer um (me fez até lembrar a frase: quem come de tudo sempre está mastigando), joga pelada de futebol na pracinha, bebe cerveja no bar com uma turma barulhenta, canta em um coro e faz pesquisas com células tronco. Um cara bem mais humano do que o personagem da mulher, essa uma pentelha de cidade grande. O personagem do marido dela é interessante também, um tipo um pouco menos frio. Um pouco, porque a conversa deles dois sobre o que fazer com o cadáver da mãe dele que está na geladeira, rindo sem parar, me deixou super ofendida. Sou filha de japoneses e a frieza me assusta. Japoneses e alemães tem muito a ver nesse sentido e deve ser por isso que me causa tanto rechaço. Não me levem a mal, o filme é um bom filme. Discorre sobre questões interessantes e termina super bem. Só acho que tem que se escolher o dia para ver, ontem não era o meu dia de ver filme assim. Estou, ando, mais superficial. A profundidade tem me causado desinteresse.
domingo, 29 de janeiro de 2012
Ando Meio Distraída
Eu achei que a história da mulher que tem dois homens ia me interessar muitíssimo. A solução Dona Flor E Seus Dois Maridos sempre me pareceu a ideal. Cada homem tem suas virtudes e seus defeitos, ter dois seria poder aproveitar melhor as virtudes de cada um e sair fora quando estão com ataque de defeitos. Ainda acho isso, aliás, não mudei de idéia. O homem ideal para ir ao cinema pode não ser o ideal para ir para a cama. E vice versa. Mas o filme Triângulo Amoroso me deu um tédio mortal. Admito que não me encaixo bem com a coisa alemã. Já fui criticada aqui mais de uma vez por falar mal de alemão. Admito, não morro de amores pela estética alemã, acho alemão um povo sem nenhum senso de humor e acho um saco esses filmes de casal alemão indo a exposições de arte alemã, ou a teatro alemão, ou tendo discussões filosóficas alemãs. Quando fiz o curso de Robert McKee ri alto quando ele disse que o cinema alemão não tem senso de humor porque eles mataram todos os que tinham humor, ou seja, os judeus. Por isso mesmo me identifiquei tanto com o personagem do amante (dela e dele). É um tipo de alemão do interior, um cara mais leve. Além de traçar qualquer um (me fez até lembrar a frase: quem come de tudo sempre está mastigando), joga pelada de futebol na pracinha, bebe cerveja no bar com uma turma barulhenta, canta em um coro e faz pesquisas com células tronco. Um cara bem mais humano do que o personagem da mulher, essa uma pentelha de cidade grande. O personagem do marido dela é interessante também, um tipo um pouco menos frio. Um pouco, porque a conversa deles dois sobre o que fazer com o cadáver da mãe dele que está na geladeira, rindo sem parar, me deixou super ofendida. Sou filha de japoneses e a frieza me assusta. Japoneses e alemães tem muito a ver nesse sentido e deve ser por isso que me causa tanto rechaço. Não me levem a mal, o filme é um bom filme. Discorre sobre questões interessantes e termina super bem. Só acho que tem que se escolher o dia para ver, ontem não era o meu dia de ver filme assim. Estou, ando, mais superficial. A profundidade tem me causado desinteresse.
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3 comentários:
Rs... Adorei.
Falei que os atores eram feios e fui chamado de superficial lá no meu blog.
Sou sim, e os atores são feios mesmo.
A mulher é pavorosa com aquela boca toda enrugada, o marido tem os dentes tortos demais e o amante é um pouco gordo, verdade. Me incomodou isso também.
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